quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ABERTURA DO ANO DA FÉ NA IGREJA EM TODO O MUNDO


DIOCESE DE JATAÍ-GO
Praça Dom Germano, 660 – Centro – Caixa postal 02 – CEP 75800-035 – Jataí–GO
Email: diocese@diocesedejatai.org  -   Fone: (64) 3631-1820



Aos presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, lideranças leigas    Prot. SD – 171/12
e a todo o povo de Deus na Diocese de Jataí.


Na quinta feira, 11 de outubro o Papa Bento XVI abriu, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o ANO DA FÉ, estendendo-se até 24 de novembro de 2013, festa de Cristo Rei. A finalidade, a oportunidade, e o modo de celebrar este ano, ele o expõe na carta “Porta Fidei” (A Porta da Fé).

O dia 11 de outubro, data comemorativa da abertura do Concilio Vaticano II, em 1962, foi também escolhido para a publicação do Catecismo da Igreja Católica, em 1992. E agora, o Ano da Fé. O Papa Bento XVI, em sua Carta Apostólica “Porta Fidei”, diz: “Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propicia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, não perdem o seu valor nem a sua beleza” (Porta Fidei, 5). E tendo em vista a nova Evangelização para a transmissão da fé cristã, Bento XVI convocou um Sínodo em Roma que iniciou no dia 7 de outubro e encerrará no domingo 28 deste mesmo mês.

A Igreja do Brasil abriu oficialmente o Ano da Fé no dia 12 de outubro, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

A nossa diocese de Jataí realizará a abertura do Ano da Fé no sábado, 1º de dezembro de 2012, na Catedral diocesana, com uma solene Eucaristia, para a qual convoco desde já todos os cristãos. Com entusiasmo, criatividade e paixão peço aos Conselhos, aos movimentos e grupos pastorais, que organizem um Calendário Paroquial do Ano da Fé.

Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo. Seja a renovação da fé uma prioridade, um compromisso de toda a Igreja diocesana nos nossos dias.

À intercessão dos Padroeiros e Padroeiras das nossas Paróquias confio o caminho das comunidades, para que se renovem na fé e deem testemunho claro dela mediante as obras da caridade.

Garanto-lhes a minha oração e concedo-lhes de coração a bênção.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Bispo diocesano de Jataí

Jataí, 11 de outubro de 2012. 

Ano da Palavra de Deus


Com a celebração litúrgica do 2º Tempo Comum abriremos na Diocese o “Ano da Palavra de Deus”.  O ato ocorrerá no domingo seguinte a festa do batismo do Senhor que neste ano cai na segunda-feira, 9 de janeiro. O encerramento acontecerá com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do universo, 25 de novembro de 2012. Com o objetivo de motivar as Paróquias, capelas, Movimentos eclesiais, nossas famílias e todo o povo para que busquem alimentar-se da Palavra de Deus como Fonte de vida da ação evangelizadora traçamos como meta ‘nenhuma família diocesana sem a Bíblia’ e aprofundaremos o estudo da Exortação Apostólica pó-sinodal do Papa Bento XVI – Verbum Domini e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011 – 2015), onde nossos bispos apresentaram a “Igreja como lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. Tais documentos vieram reforçar o entusiasmo em torno da Palavra de Deus, seu primado e de sua centralidade. Como Igreja diocesana vamos redescobrir esta centralidade da Palavra de Deus na vida cristã, conhecê-la em profundidades e ensinar aos filhos, argumentar com ela, tomar decisões a partir da Palavra e, mais que tudo, rezar com Deus vivo, por meio da Sagrada Escritura. O Conselho Diocesano para a liturgia traçaram caminhos adequados á nossa diocesana com o objetivo de facilitar a aproximação da Sagrada Escritura e cegaremos ao encontro com a Palavra. Igualmente peço aos Conselhos Paroquiais, os Movimentos eclesiais e Pastorais, vamos promover um verdadeiro “mutirão bíblico”, definido um programa a ser abraçado por todas, para que o alimento da palavra de Deus é um fato; é a pessoa de Jesus Cristo que os Apóstolos encontraram enquanto caminhar, ao longo do mar da Galileia e que a Igreja proclama com alguém que hoje pode ser encontrado nas estradas da nossa vida. Vamos ouvir, ver, tocar e contemplar (cf. I Jo 1,1) a  beleza e o fascínio deste encontro com o Senhor, o “Verbo da Vida, já que a vida mesma e manifestou em Cristo” (Verbum Domini – VD,12.). Vamos testemunhar para a Igreja e para o mundo de como é belo o encontro coma Palavra de Deus na comunhão eclesial. Portanto, exorto todos os fiéis a redescobrirem o encontro pessoal e comunitário com Cristo, Verbo da Vida que Se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores para que Se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores para que o dom da vida divina, a comunhão, se dilate cada vez mais pela nossa diocese e o mundo inteiro (VD, 2). Um ano da Palavra. A alegria do encontro com a Pessoa de Cristo, Palavra de Deus presente no meio de NÓS. Vamos começar hoje a tomar nas mãos a Escritura, para encontrar nela, e por meio dela, o Verbo Encarnado.


Dom José Luiz Majella Delgado - Bispo diocesano de Jataí – GO

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pe. Rufus Pereira - Nota de Falecimento

Faleceu enquanto dormia, nesta madrugada 03/05/2012 de parada cardíaca, o grande pregador indiano, Padre Rufus. Que Deus o receba na morada eterna dos anjos e santos. A informação foi divulgada hoje pela secretária do sacerdote, Érika Gibello.
O sacerdote estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele "estava radiante, muito feliz".  

O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.

Padre Rufus que completaria 79 anos, neste domingo, 6, era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação. Ele esteve várias vezes na sede da Comunidade Canção Nova. 

Biografia

Padre Rufus é sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. É doutorado em Teologia Bíblica.

Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele é também editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. É professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios.

É também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.

Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atua pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova.

Padre Rufus também é diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. Foi recentemente integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.

Se por um lado nos entristecemos, nos alegremos porque com certeza está na Casa do Pai.

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Obrigado Pe. Rufus por ter nos deixado o legado da Cura Interior e da Libertação, tantos ensinos, tantas palavras de coragem e força, tanto testemunho de santidade!!!

Fonte: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com.br/2012/05/pe-rufus-pereira-nota-de-falecimento.html

domingo, 12 de junho de 2011

Bento XVI: Espírito Santo, vínculo da paz

Durante a oração do “Regina Caeli”
CIDADE DO VATICANO, domingo, 12 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a
seguir, as palavras que o Papa Bento XVI pronunciou hoje, durante a meditação
introdutória à oração do Regina Caeli, com os peregrinos presentes na
Praça de São Pedro.
* * *


Queridos irmãos e irmãs:
A solenidade de Pentecostes, que hoje celebramos, conclui o tempo litúrgico da Páscoa. De fato, o mistério pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo e sua ascensão ao céu – encontra seu cumprimento na potente efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos junto a Maria, a Mãe do Senhor, e os demais discípulos.
Foi o “batismo” da Igreja, batismo no Espírito Santo (cf. Atos 1, 5). Como narram os Atos dos Apóstolos, na manhã da festa de Pentecostes,veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheuo Cenáculo eapareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada umdos discípulos (cf. Atos 2, 2-3). São Gregório comenta: “Hoje, o Espírito Santo desceu com som repentino sobre os discípulos e transformou as mentes de seres carnais dentro do seu amor e, enquanto no exterior apareciam línguas de fogo, no interior, os corações se tornaram chameantes, pois, acolhendo Deus na visão do fogo, arderam suavemente de amor” (Homilia Ev. XXX, 1: CCL 141, 256). A voz de Deus diviniza a linguagem humana dos Apóstolos, os quais se tornaram capazes de proclamar de modo “polifônico” o único Verbo divino. O sopro do Espírito Santo enche o universo, gera a fé, arrasta a verdade, predispõe à unidade entre os povos.
“Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” das “maravilhas de
Deus” (Atos 2, 6. 11).
O Beato Antonio Rosmini explica que, “no dia do Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou (…) sua lei de caridade, escrevendo-a por meio do Espírito Santo, não sobre tábuas de pedra, mas no coração dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja” (Catechismo disposto secondo l’ordine delle idee…n. 737, Turim, 1863). O Espírito Santo, que é o “Senhor da vida” - como recitamos no Credo -, está unido ao Pai por meio do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade. Provém de Deus como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado. Incorpóreo e imaterial, Ele outorga os bens divinos, sustenta os seres viventes, para que ajam em conformidade com o bem. Como Luz inteligível, dá significado à oração, confere vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações de quem
escuta a alegre mensagem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica.
Queridos amigos, o Espírito Santo, que cria em nós a fé no momento do nosso Batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e consequentes, segundo a imagem do Filho unigênito. Também o poder de perdoar os pecados é dom do Espírito Santo; de fato, aparecendo aos Apóstolos na tarde da Páscoa, Jesus soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo.A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”(Jn 20,23).A Nossa Senhora, templo do Espírito Santo, confiamos a Igreja, para que viva sempre de Jesus Cristo, da sua Palavra, dos seus mandamentos e, sob a ação perene do Espírito Paráclito, anuncie a todos que “Jesus é o Senhor!” (1 Cor 12, 3).


[Tradução: Aline Banchieri.

sábado, 11 de junho de 2011


Liturgia da Palavra: “Recebei o Espírito Santo!”

Por Gabriel Frade, professor de Liturgia e Sacramentos (SÃO PAULO),

Domingo de Pentecostes


(Leituras da Missa da Vigília: 1ª Leitura: Gn 11, 1-9; Sl 32, 10-11.12-13.14-15; 2ª Leitura: Ex 19, 3-8.16-20; Cântico de Daniel 3, 52-56; 3ª Leitura: Ez 37, 1-14; Sl 106, 2-9; 4ª Leitura: Jl 3, 1-5; Sl 103, 1, 2ª.24 e 35c.27-28.29bc-30).

Leituras da missa: 1ª (5ª) At2, 1-11; Sl 103 (104) 1 ab. 24ac. 29bc-30.31.34; 2ª (6ª)1 Cor 12, 3b-7.12-13; Evangelho: Jo 20, 19-23

“Vinde Espírito Criador, [...] fazei-nos conhecer o Pai e revelai-nos o Filho!”

Veni Creator Spiritus (Hino do século IX)


Antes de ser uma festa cristã, Pentecostes era uma celebração judaica particularmente sentida dentro do antigo calendário religioso judeu. Sete semanas depois da festa dos pães ázimos, isto é, da Páscoa, ocorria em Israel a festa das Semanas ou a festa das Primícias (em hebraico, respectivamente, Shabuot e Bikurim).

Essa festa tinha como objeto a ação de graças do povo em virtude da colheita do trigo e, para marcar esse momento, fazia-se no Templo a oferta das primícias a Deus, isto é, os primeiros frutos da terra, simbolizados na entrega de um primeiro feixe colhido no campo.

Era, portanto, uma festa inicialmente de caráter agrícola (cf. Ex, 23, 14; Nm 28, 26) onde se agradecia a generosidade de Deus pelos dons da colheita.

Por ser o qüinquagésimo dia – na antiguidade o primeiro e o último dia de um tempo festivo eram contados como um único dia – a festa foi chamada de pentecostes, isto é, do grego qüinquagésimo (dia).

Era uma festa alegre e que posteriormente foi associada à recordação da conclusão da Aliança no Sinai e à entrega da Lei, oferta generosa de Deus, por meio de Moisés ao Povo eleito (cf. 2 Cr 15, 10-13).

Juntamente com a Páscoa, era uma das grandes festas de peregrinação para Israel (cf. At 20, 16) e à qual todo judeu piedoso era chamado a participar: “Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos, vindos de todas as nações que há debaixo do céu” (At 2, 5).

Além do sentido de gratidão pelas primícias e pela entrega da Lei, havia outros aspectos muito interessantes dentro dessa festa do Antigo Testamento. Fílon de Alexandria, por exemplo, nos faz saber que o número cinquenta tinha um significado especial para os judeus, pois remetia diretamente ao fato do jubileu, isto é, à remissão que a cada cinqüenta anos os judeus deveriam fazer em relação às dívidas e à libertação dos escravos (Lv 25, 10).

De fato, um pouco mais tarde, os Padres da Igreja também tirariam proveito desse simbolismo, ao associarem o número cinqüenta ao perdão dos pecados: “Alguns dizem que este número cinqüenta é símbolo da esperança e da remissão que ocorre em Pentecostes” - dizia Clemente de Alexandria (Stromata, VI, 11).

“Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” – Evangelho: Jo 20, 22s.

Fazer a experiência do perdão é experimentar a misericórdia de Deus. A palavra “misericórdia” vem do latim e faz uma referência ao coração (cordis), um órgão que, segundo a cultura greco-romana, quer designar o centro da pessoa, o seu íntimo; mas este termo possui também conotações relativas à mutabilidade: ora o coração está alegre, ora está irritado... Já na língua hebraica o termo usado para dizer a atitude de misericórdia de Deus para com o homem é rahamim, isto é, o ventre, mais precisamente o útero materno.

Experimentar o perdão de Deus é fazer uma experiência profunda de regeneração: “Por ventura tornarão a viver estes ossos? [...] Profetiza a esses ossos: Eis que vou fazer com que sejais penetrados pelo espírito e vivereis”. (Ez 36, 3s).

De fato, é com o dom do Espírito Santo que “os mistérios pascais são levados à plenitude” (cf. Prefácio do Domingo de Pentecostes). Entendemos então porque na missa se pede ao Pai que o Espírito seja derramado para que as oferendas se tornem o corpo e o sangue de Cristo [...] sangue derramado por nós e por todos para a remissão dos pecados (cf. Missal Romano, Oração Eucarística II).

A liturgia, por força do Espírito, nos faz experimentar no hoje da nossa história a efusão do Espírito Santo, nos faz experimentar o mesmo dia de Pentecostes vivido pelos Apóstolos nos primórdios da história do cristianismo:

“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que Se manifestou, Se deu e Se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (Catecismo da Igreja Católica n. 731).

Eis porque a Igreja insiste para que seja feita a Vigília da forma mais longa - se possível também com a celebração das Vésperas (Liturgia das Horas) - com a proclamação das leituras do Antigo Testamento, as quais retomam a história da salvação:

“Irmãs e irmãos caríssimos, a exemplo dos Apóstolos e discípulos que, com Maria, a Mãe de Jesus, perseveraram em oração, aguardando o Espírito prometido pelo Senhor, ouçamos, de ânimo sereno, a Palavra de Deus”. (Missal Romano, Apêndice, 1).

É através da efusão do Espírito em nossos corações que temos a certeza que Deus nos ama e nos perdoa; que Ele nos oferece a possibilidade de reencontrarmos a unidade perdida; a nós, que vivemos fragmentados dentro de um mundo fragmentário (Gn 11, 1ss – a torre de Babel); justamente a nós foi dada a possibilidade da unidade: “com efeito o corpo é um e, não obstante, tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, formam um só corpo. Assim também acontece com Cristo” (1 Cor 12, 12).

E essa unidade só é possível em Cristo, o homem por excelência, por meio do Espírito. É o que nos diz Santo Irineu neste belíssimo texto quando equipara o Espírito à água:

“Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a chuva da graça enviada do alto”. (Santo Irineu, Tratado contra as Heresias, lib. 3, 17, 1-3)

A ação do Espírito contempla sem dúvida alguma também a dimensão do sujeito individual. Isso fica patente ao longo da celebração litúrgica quando, por exemplo, a voz do salmista, ao cantar na Sequência de Pentecostes, se expressa nestes termos:

Sem a tua luz/nada o homem pode/nenhum bem há nele/lava o que é sujo/rega o que é árido/cura o que está doente/Dobra o que é duro/aquece o que é frio/abre caminho nas trevas

Mas há que se dizer que esta não é, por certo, a dimensão maior.

Pentecostes é algo que nos contempla enquanto pessoas, indivíduos, mas é também algo que nos supera e em muito. O Espírito sopra onde quer (Jo 3, 8) e o Pai santifica a sua Igreja, una, em meio às diversidades humanas, e derrama por toda a extensão do mundo os dons do Espírito para que se realize agora no coração dos fiéis as maravilhas que ele operou (cf. Oração do Dia).

Receber o Espírito de Deus significa estar aberto não só a Deus, mas também ao próximo; significa concretamente abrir mão da própria individualidade para ir em direção ao outro, significa “anunciar as maravilhas de Deus” (At 2, 11), o Evangelho eterno (cf. Ap 14, 6), feito não só de palavras, mas de gestos concretos; significa saber discernir os tempos e os momentos; significa saber escutar a voz delicada e interior desse Espírito que geme dentro de nós e nos faz proclamar que “Jesus é o Senhor!”. (1 Cor 12, 3).

Ordem da Imaculada Conceição - Monjas Concepcionistas - Ave Maria Puríssima!
O Mosteiro Monte Sião da Imaculada Conceição foi fundado em 25 de março de 1988 na cidade de Jataí/ GO. Este mosteiro é um dos 19 existentes no Brasil, da Ordem da Imaculada Conceição, cuja fundadora da Ordem é Santa Beatriz da Silva.
e-mail:falemosteiro@yahoo.com.br


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